Nany – 8 anos de muito amor
julho 16, 2010 at 8:45 pm 2 comentários
O ano era de 2002, o mês julho e o dia 16, uma terça-feira.
Eu estava voltando para casa com meu pai e minha prima depois de passar por uma consulta no oftalmologista. Era o retorno da cirurgia de hipermetropia e estrabismo.
O telefone tocou, era meu irmão perguntando aonde estávamos. Ele disse para irmos até a clínica veterinária perto de casa pois ele acabara de pegar um cachorrinho da rua. No primeiro momento eu não acreditei muito, mas ele insistiu e então fomos até a clínica.
Ao entrar, me deparei com um “serzinho” enrolado em uma toalha no colo da minha mãe a espera da veterinária que estava a caminho da clínica.
Quando a Dra Ana chegou foi logo fazendo a festa: ” Mas que menina linda” – disse ela. Surpresa! Meu irmão havia dito que era um menino, já tinha até dado o nome.
No mesmo dia aquela coisinha mais fofa foi examinada, vermifugada e ganhou potinhos de água e comida.A veterinária calculou que ela tinha no máximo 3 meses.
Para mim ela já era da família, só faltava um nome e a caminha. Mas, como eu não era a dona da casa, um dilema estava estabelecido. Minha mãe não queria ficar com a cachorrinha de jeito nenhum. Ela dizia que ia crescer, que morávamos em apartamento, que ninguém ficava em casas, que ia dar muito trabalho…etc…etc…etc….
Os primeiros dias foram de incertezas e de muita insistência para que a Nany – sim, depois de uma semana ela já tinha nome e até uma caminha – ficasse com a gente.
O tempo foi passando e o amor por ela crescendo, em menos de um mês a mais nova integrante da família já era chamada de bonequinha da mamãe – não, não era a minha bonequinha, era a da minha mãe.
A Nany não se tornou uma cachorra dócil, carinhosa, de querer colo, de brincar com outros cachorros na rua, de fazer amizades. Talvez pelo tempo que passou perdida (não sabemos ao certo o que aconteceu com ela) e pelo trauma, ela tem medo de tudo e de todos na rua e, muito provavelmente por ser grata a nossa adoção, em casa ela nos protege – até demais – latindo para qualquer barulinho que escuta e para as visitas. É claro que com a gente, principalmente com o pai dela, ela é sensacional.
Muita coisa mudou com a chegada dela. Nossos hábitos, rotina, viagens, passeios. Tudo gira em torno dela. Mas se você me perguntar se alguém aqui em casa se arrepende por te-la acolhido, posso garantir, com 100% de certeza que a resposta é em coro: NÃO!
Não me importo de não poder viajar com toda minha família há 8 anos pois alguém tem que ficar com a Nany;
Não me importo de ficar com ela para os meus pais sairem;
Não me importo de não poder receber visitas na minha casa com mais frequência por ela dar muito trabalho;
Não me importo se as pessoas acham que somos exagerados com ela;
O que me importa mesmo é o fato dela estar feliz, com saúde, sendo amada, nos amando e nos fazendo felizes todos os dias.
Ela é a nossa maior alegria, assim, do jeitinho que é. Brava, arisca, medrosa, escandalosa, etc…
E que a gente ainda possa comemorar muitos dias 16 de Julho, e de Abril (que é o aniversário, de fato)!!!!!!
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1.
Rodrigo (@bodas) | julho 21, 2010 às 12:55 pm
Olha, tenho que dizer que eu depois de conhecer ela um pouco mais acho ela mais medrosa do que brava. E gosto de jogar bixinhos pra ela….
2.
Ma | julho 23, 2010 às 6:45 pm
Também gosto de jogar bichinhos pra ela! E de dar comida também! risos…
É uma pena ela ter medo de outros cachorros, ela e a Lilo poderiam se divertir muito!!
Agora, como assim seu irmão achava que ela era menino?