Nany – 8 anos de muito amor

O ano era de 2002, o mês julho e o dia 16, uma terça-feira.

Eu estava voltando para casa com meu pai e minha prima depois de passar por uma consulta no oftalmologista. Era o retorno da cirurgia de hipermetropia e estrabismo.

O telefone tocou, era meu irmão perguntando aonde estávamos. Ele disse para irmos até a clínica veterinária perto de casa pois ele acabara de pegar um cachorrinho da rua. No primeiro momento eu não acreditei muito, mas ele insistiu e então fomos até a clínica.

Ao entrar, me deparei com um “serzinho” enrolado em uma toalha no colo da minha mãe a espera da veterinária que estava a caminho da clínica.

Quando a Dra Ana chegou foi logo fazendo a festa: ” Mas que menina linda” – disse ela. Surpresa! Meu irmão havia dito que era um menino, já tinha até dado o nome.

No mesmo dia aquela coisinha mais fofa foi examinada, vermifugada e ganhou potinhos de água e comida.A veterinária calculou que ela tinha no máximo 3 meses.

Para mim ela já era da família, só faltava um nome e a caminha. Mas, como eu não era a dona da casa, um dilema estava estabelecido. Minha mãe não queria ficar com a cachorrinha de jeito nenhum. Ela dizia que ia crescer, que morávamos em apartamento, que ninguém ficava em casas, que ia dar muito trabalho…etc…etc…etc….

Os primeiros dias foram de incertezas e de muita insistência para que a Nany – sim, depois de uma semana ela já tinha nome e até uma caminha – ficasse com a gente.

O tempo foi passando e o amor por ela crescendo, em menos de um mês a mais nova integrante da família já era chamada de bonequinha da mamãe – não, não era a minha bonequinha, era a da minha mãe.

A Nany não se tornou uma cachorra dócil, carinhosa, de querer colo, de brincar com outros cachorros na rua, de fazer amizades. Talvez pelo tempo que passou perdida (não sabemos ao certo o que aconteceu com ela) e pelo trauma, ela tem medo de tudo e de todos na rua e, muito provavelmente por ser grata a nossa adoção, em casa ela nos protege – até demais – latindo para qualquer barulinho que escuta e para as visitas. É claro que com a gente, principalmente com o pai dela, ela é sensacional.

Muita coisa mudou com a chegada dela. Nossos hábitos, rotina, viagens, passeios. Tudo gira em torno dela. Mas se você me perguntar se alguém aqui em casa se arrepende por te-la acolhido, posso garantir, com 100% de certeza que a resposta é em coro: NÃO!

Não me importo de não poder viajar com toda minha família há 8 anos pois alguém tem que ficar com a Nany;

Não me importo de ficar com ela para os meus pais sairem;

Não me importo de não poder receber visitas na minha casa com mais frequência por ela dar muito trabalho;

Não me importo se as pessoas acham que somos exagerados com ela;

O que me importa mesmo é o fato dela estar feliz, com saúde, sendo amada, nos amando e nos fazendo felizes todos os dias.

Ela é a nossa maior alegria, assim, do jeitinho que é. Brava, arisca, medrosa, escandalosa, etc…

E que a gente ainda possa comemorar muitos dias 16 de Julho, e de Abril (que é o aniversário, de fato)!!!!!!

julho 16, 2010 at 8:45 pm 2 comentários

Jacutinga e o carnaval

Quem me conhece sabe que eu adoro Carnaval desde a época das Matines em Jacutinga, Minas Gerais.

Conhecida como Capital das Malhas, o município de Jacutinga, localiza-se no sul do Estado de Minas Gerais, próxima a divisa MG/SP, com seus cerca de 20.000 habitantes, fundada por imigrantes italianos, ganhou fama por suas produções em malhas, de tricô e lã.

A cidade também é conhecida pela Estância Hidromineral , o parque Primo Raphaelli, onde também está localizada a Fonte e o Lago Municipal bem como suas montanhas e o patrimônio arquitetônico.”

Lago

Passei boa parte da minha infância em Jacutinga e posso dizer que conheço a cidade desde que nasci afinal a primeira vez que eu fui para lá tinha apenas 8 meses de idade.

Costumávamos nos hospedar do Hotel Parque das Primaveras. Um hotel com uma área de lazer muito gostosa, com piscina, sauna, playground, etc. Lá vivi muitas boas histórias em família. E as que eu não esqueço são as de carnaval, no Clube Leão da Fronteira. Meus primos, irmãos e eu brincávamos e nos divertíamos adoidado entre os confetes e as serpentinas e a banda prisma que sempre animava a festa.

Primos

Com o passar dos anos as matinês foram substituídas (quer dizer, somadas) aos bailes à noite. Como fizemos muito amigos durante todos esses anos, conhecíamos o Presidente do Clube que, por coincidência, era presidente do maior e mais conhecido bloco de carnaval da cidade, o Vira Verão. E mais do que de pressa, minha prima e eu, nos “associamos” ao bloco. Eram quatro noites, quatro fantasias diferentes e muita animação.

Vira-verão

Por motivos de força maior, o Vira Virão acabou, o clube não faz mais festas nessa época e eu deixei de ir para Jacutinga com tanta freqüência. Não só por isso, mas mantenho um carinho muito grande pela cidade e pelos amigos que lá fiz.

Esse ano de 2009, depois de assistir aos desfiles das escolas de Samba de São Paulo, no Anhembi com a RoMa e dançar até às 8 da matina com a batucada da Unidos do Peruche, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria, Tom Maior, Mancha Verde, X-9 Paulistana e Nenê de Vila Matilde, fui para Jacutinga relembrar os velhos tempos.

Desfile

Não me hospedei no Parque das Primaveras, dessa vez ficamos no Hotel Filhos de Gandhi, na verdade já faz um tempo que não nos hospedamos no Parque, pois as acomodações não estão tão boas e a diária é mais cara.

Foi muito gostoso matar a saudade da cidade, caminhar no lago, passear na Fonte São Clemente, passar em frente ao Leão da Fronteira, conhecer um restaurante novo chamado Caminho da Roça que é maravilhoso, rever os amigos, ir à piscina e ver aquele céu azul que só cidade do interior tem.  O que frustrou foi constatar que o carnaval não é mais o mesmo, que aquela época boa ficou na memória e só será relembrado em fotos, nas histórias. A magia não volta mais.

Jacutinga sempre será a cidade da minha infância, o lugar para (re)visitar em algum final de semana e matar a saudade.

E outros carnavais virão para ficar na memória também, com certeza.

março 6, 2009 at 7:46 pm 4 comentários

Ossos do oficio.

O melhor da minha profissão é, sem dúvida, estar cercada de bichos o tempo todo. É poder olhar nos olhos de cada um deles e ter a certeza de que Deus não poderia ter feito coisa melhor quando os criou.

Mas nem tudo é perfeito. A minha especialização é em Oftalmologia Veterinária. O tratamento oftalmológico não é um tratamento rápido, exige paciência, persistência, muitos cuidados e retornos para avaliação. Em função dos retornos periódicos o contato com o paciente é bimestral, mensal e dependendo do caso, semanal. É impossível não criar um vínculo, um afeto, um amor.

Na verdade não é só na minha especialidade, eu acredito que qualquer área onde se tem um contato quase que diário com o paciente, querendo ou não, cria-se um vínculo, não tem jeito.

E de repente a gente recebe a notícia que um animalzinho desses que estávamos tratando se foi para o andar de cima, como separar o profissional do pessoal nessa hora?  Como não se abalar, chatear, chorar? É muito complicado administrar essa situação. Na faculdade não tinha uma matéria: Como não se envolver emocionalmente com seus pacientes.

Nesse um ano de convivio diário com os bichos “perdi” 8 bichos….e claro, nenhum por causa de problema ocular.  É mais difícil do que ver o animal cego, pois se não tiver mais o que fazer, eles vivem bem sem enxergar.

Tenho me esforçado a pensar que essas coisas infelizmente acontecem e que eu não posso me envolver e abalar com cada notícia ruim que aparecer. Estou no começo da profissão, tem muita coisa pela frente, é preciso deixar essa carga negativa de lado. Mas como isso é difícil!

Ossos do ofício….

fevereiro 17, 2009 at 3:18 am 7 comentários

Retrospectiva

Para começar 2009 um post  para (re)inaugurar o blog. Não é promessa para o ano que se inicia, mas quem sabe eu consiga postar por aqui mais vezes. Quem sabe!

E claro, não poderia ser diferente, vou tentar fazer um balanço do ano passado assim como a e o Bodas.

Então vamos lá.

– Dei meus primeiros passos como Oftalmologista Veterinária

– Publiquei um artigo em congresso

– Aprendi muito de oftalmo

– Trabalhei até altas horas quase todos os dias

– Cortei o cabelo

– Pintei o cabelo

– Comemorei um título do meu time do coração depois de muito tempo

– Perdi bichinhos que já faziam parte da minha vida

– Ganhei a camisa oficial (do meu tamanho) do meu time do coração do meu irmão São Paulino.

– Desfilei na Vila Maria

– Fui ao Rio de Janeiro

– Conheci Jaboticabal

– Consegui encontrar mais vezes com a Paty, minha irmãzona.

– Conheci lugares ótimos para comer

– Tomei muito café entre amigos

– Senti muitas saudades da minha vó

– Fui em alguns shows

– Tive encontros maravilhosos em família

– Não sofri nem chorei por amor

E finalmente passei o Reveillon em Mongaguá com a Patty.

E que 2009 venha com tudo!

Feliz Ano Novo, amigos!

janeiro 3, 2009 at 3:42 pm 6 comentários

Surpresinha Junina

E se você não vai a uma festa junina? A festa junina vai até você, oras.

Esse ano programei de ir a, pelo menos, uma festa junina com meus amigos Trotta, Bodas e . Pesquisamos lugares, preços, datas, tudo e meio que combinamos de ir em uma, da Paróquia onde meus pais casaram e eu fui batizada, nesse último sábado, 14 de junho. Porém, na última segunda-feira, 09 de junho, o Bodas se acidentou de moto, fraturou o braço e vai ter que operar. Imediatamente após ser informada do acontecido pelo Trotta e passado o susto, tive a idéia de prepararmos uma festa junina surpresa para o Bodas, na casa dele, já que ele estaria de molho e não poderia sair, dirigir (visse?), fazer esforço, enfim.

Quando fui visitá-lo, na terça-feira, falei com a Má sobre a idéia e ela adorou, disse até que estava doida para contar para ele…hehehe….mas ia se segurar.

Durante a semana organizei tudo com o Trotta, programamos o que ia ter de comida, bebida, a que horas iríamos nos encontrar para fazer as compras e tudo. O Trotta estava um tiquinho a mais empolgado do que eu para o tal evento e sugeriu que nos vestíssemos à carater, com direito a pintura e chapéu. Eu achei exagero, afinal, era uma festa em casa e tals, mas a idéia do chapéu era boa e eu já tinha o meu. Ficamos de ver em uma loja aqui perto de casa no dia das compras mesmo.

Nos encontramos no sábado, 15h20 no metrô Praça da Árvore depois de eu esperar 20 minutos pelo Trotta e achar que ele tinha confundido as estações. Partimos para o primeiro mercado onde fizemos a primeira parte das compras. Devo fazer um parêntese aqui para contar que o Trotta estava morto de fome e queria levar o supermercado inteiro para a festa. E eu disse com todas as letras várias vezes que as compras seriam só de coisas juninas. Mas com a fome que ele estava TUDO era junino naquele mercado, era mousse, pão de forma, salgadinho, tudo e mais um pouco.

Pegamos as sacolas e seguimos para o outro mercado, onde compraríamos o faltante das coisas. Mas no caminho encontramos a loja de chapeletas juninas. Depois de experimentarmos alguns e o Trotta quebrar um que ele experimentou, escolhemos os 3 (pois eu já tinha o meu) e fomos embora. Nessa hora recebemos uma SMS da Má perguntando se estava tudo certo, respondi que sim, que estávamos fazendo as comprinhas.

No outro mercado também foi um sufoco segurar a fome enlouquecedora de Trotta. Aliás, foi pior, pois esse mercado é cheio de doces, guloseimas, uma perdição. Quando saímos de lá, nos demos conta do quão carregados estávamos, era sacola que não acabava mais. Decidimos pegar um ônibus, que nos deixaria pelo menos no metrô Santa Cruz, aí era só descer a rua e chegar na RoMa (nome carinhoso do lar de Bodas e Má).

Será mesmo que era?

[continua]

junho 15, 2008 at 6:58 pm 4 comentários

“Memezando”

Pagando meus memes, um aqui e outro aqui.

Há muito tempo atrás fui indicada pela Cláudia a continuar um meme, pois bem, antes tarde do que nunca o farei agorinha.

É o seguinte:

Primeiro passo: Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure).

– Marley e Eu, que está aqui na escrivaninha, aguardando eu voltar a lê-lo.

Segundo passo: Abrir na página 161.

– Pronto, feito.

Terceiro passo: Procurar a 5ª frase completa.

– Ixi, são frases pequenas aqui, tipo fala, mas vamos lá. Achei a quinta.

Quarto passo: Postar essa frase no seu blog.

– Ok ok…..
“ Quando conseguem me encontrar , humildemente hesito antes de aceitar o papel principal. Afinal, o show tem que continuar.”

Quinto passo: Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro.

– A melhor frase com certeza não é, mas o melhor livro eu já não sei, estou adorando.

E por fim: repassar o meme para outros 5 blogs.

– Ah, quem quiser, manda bala. Minhas sugestões: Marcí, Juju e Ana P, mas no Coffee, já que a onda é de memes por lá😀

abril 13, 2008 at 5:01 pm 5 comentários

Fã, eu?!?

Depois de uma conversa na RoMa ontem, com o Trotta, Bodas e Má, sobre ser fã de alguma coisa, eu fiquei pensando e cheguei à conclusão de que sou musical, sou fã mesmo é de música.

Na verdade falávamos sobre ser fá e seguir tudo sobre. Ir em encontros com outros fãs, participar de fóruns de discussão, comunidades, blogues, enfim, ser completamente viciado em determinado assunto (seja ele, livro, filme, seriado, jogos, blogues, podcast e, claro, a própria música ou gênero musical).

Mas o que eu gosto mesmo é apenas de acompanhar a boa música (boa, na minha opnião, é claro). Quando gosto de determinado cantor/cantora ou banda, curto ir aos shows, comprar os CDs/DVDs (originais), assistir entrevistas, tudo. Gosto de ir em todos os shows possíveis, mesmo que seja do mesmo artista, pois para mim, cada show é único e transmite uma mensagem diferente.

O que eu nunca gostei é dessa coisa exagerada, de frequentar encontros pra falar de música ou de algum cantor em especial…ou mesmo para ficar em algum lugar tocando e cantando, ir atrás da pessoa em aeroporto, programa de auditório, tirar fotos, pedir autógrafo, nada. É claro que se eu encontrar alguém que eu sou fã e tiver oportunidade, eu vou pedir um autógrafo, conversar, mas nada de ficar aos berros, histérica em busca de atenção. Sempre achei isso uma chatísse sem tamanho.

Tenho a sensação de que as pessoas se fecham em certo mundo e se você não tem o mesmo gosto, não entende do assunto, você simplesmente não vale nada, não existe. Não gosto da idéia de me “juntar” só com pessoas que dividem os mesmos gostos que eu, que pensam da mesma maneira. O legal mesmo é se misturar, conhecer coisas novas, ensinar, somar.

Eu já tive à oportunidade de estar entre pessoas que participavam de uma determinada “comunidade” e me senti um ET, um ser do outro mundo por não participar. E tenho absoluta certeza que fui considerada exatamente assim por essas pessoas. Acho que é por isso que eu definitivamente não gosto de nada que seja tão bitolado, tão fanático.

E você, é fã do que? O que pensa à respeito?

PS: Aproveito o post para agradecer ao Trotta por fazer o selinho do blog e ao Bodas por me ajudar a inserir aqui.

abril 6, 2008 at 9:59 pm 5 comentários

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