Sabe qual é o melhor coisa de desfilar pela Unidos de Vila Maria no Carnaval de São Paulo?
- O desfile das campeãs! Sexta-feira, 08 de fevereiro – Saí do estágio 20h15 mais ou menos depois de um dia pra lá de agitado. Esperei quase meia hora o ônibus e fui correndo para a RoMa. Avisei quando estava quase chegando lá para que eles pudessem pedir pizza. Ufa, cheguei! E para a minha surpresa, junto com a pizza. O entregador subiu comigo no elevador.
O Bodas e a Má resolveram não desfilar, decidiram viajar para Poços de Caldas. Mas nos ofereceram uma carona até a quadra da escola.
Então jantamos e partimos para a quadra. Quer dizer, a Má ficou em casa para arrumar as malas que ela não tinha feito de manhã.
Chegamos, Trotta e eu, na quadra e até que estava bem lotada já. Achei que o desfile seria miado por causa do terceiro lugar da escola.

Encontramos o Marcão [que é da Vila Maria e foi por causa dele que fomos parar lá] e ficamos por ali, papeando e tirando fotos. [Devo fazer um parêntese aqui para dizer que logo de manhã recebi uma sms do Trotta dizendo que a câmera estava com o visor quebrado e que não sabia como sairiam as fotos].
Dessa vez eu estava calma, nada ansiosa, despreocupada com a fantasia, bem tranqüila.
Lá na quadra anexaram as justificativas dos jurados para as notas 9,75 que a escola recebeu de bateria, mestre sala e porta bandeira e alegoria.
Não dá para entender a cabeça do jurado. O cara vai lá no Anhembi, assiste o desfile de longe, em um cubículo e decide tudo. Vejam vocês, o carro abre-alas da Vila Maria foi o maior de todos os tempos, com 138m, estava lindo. Mas, caiu a manga do braço esquerdo do Buda gigante e a parte de peças do carro, embaixo, não tinha nenhuma decoração, nem estava embutida.
E o Mestre Sala? O Mestre sala foi agressivo ao abordar a bandeira da escola! O que é ser agressivo ao abordar a bandeira da escola?
Bom, enfim, ficamos mais um pouco na quadra e depois nos encaminhamos para o ônibus, rumo ao Anhembi.
Dessa vez nada de passar calor com a fantasia enorme, resolvi me trocar quando chegasse lá.
O pessoal no busum estava pra lá de animado. Leia-se: bêbado! E sabe-se lá porque, tinha um integrante da escola de Samba X-9 Paulistana junto. Esse coitado foi zuado o caminho todo. E tinha uma chata de uma menina, com uma voz irritante que gritou o caminho inteiro – Aê pingüim, vai pra geladeira! Que inferno! Estávamos a ponto de explodir.
Chegamos no Anhembi, nos trocamos com calma, tiramos muitas fotos e esperamos tranquilamente a hora de pisar na avenida novamente.

Dessa vez esperamos muito mais para entrar, ficamos ali conversando, vendo as outras alas, os carros alegóricos e os detalhes que passaram desapercebidos no dia mesmo do desfile. Toda hora eu pensava e comentava: Eu não vi nada disso na semana passada.
E não me apareceu um negão [nada contra os negros, pelo amor] me abrançando, dando a mão, feliz e contente, a caminho da avenida? Fugi do cara como diabo foge da cruz!
- Na passarela do Samba – a terceira colocada do Carnaval de São Paulo de 2008 – Unidos de Vila Maria!!!!!!!
Arrepiaaaaaa Vila Maria! E lá vamos nós!
Estrela vão brilhar, Vila Maria vai passar…..
Lá estava eu atravessando a faixa amarela novamente. Outra emoção, diferente agora, sem compromisso, abusando da descontração, pulando, dançando, rodando pouco dessa vez, afinal eu tinha espaço para dançar de um lado para o outro pois tinha pouca gente na nossa ala e, melhor, eu não estava tensa.
O sambódromo estava lotado! Eu até pulei com o público na pista!
E cadê o Bodas e Má?!? Cadê????
Virava e mexia aparecia o negão, me dava a mão e saíamos dançando, uma figura, um mala! Hehe!
Quando passei pela bateria, quase perdi a minha ala. Parei ali na frente deles e fiquei “sambando” um tempão, empolgada, feliz.
Outro parêntese [na quadra, antes de sair, vimos uma falsa japa, toda produzida e desconfiamos que ela pudesse ser a substituta da nossa Madrinha da bateria, a Yuka, uma japonesa que mora há 8 anos no Brasil e que enlouqueceu os homens todos com sua beleza]. Mas eu vi a Yuka á frente da bateria, sendo entrevistada e mostrei para o Trotta. E lá foi ele tirar foto da japa e levou bronca dos diretores da escola, que o apressaram para continuar o desfile.
Como me diverti, o adereço de mão nem parecia tão pesado, aliás, não estava mesmo, dessa vez era mais leve, e eu consegui carregá-lo com mais facilidade.

Chegamos no final do desfile e eu estava mais cansada do que no dia. Tratei logo de comprar água e tirar a fantasia!
Terceiro parêntese [nossa idéia era voltar para casa de táxi, direto do Anhembi, tanto que deixamos nossas coisas na RoMa, pois não teríamos onde deixar enquanto desfilávamos. Mas descobrimos que a Léa, namorada do Marcão, mora perto do Trotta e que o Marcão ia dormir na casa dela, então descolamos uma carona].
Como o carro do Marcão estava na quadra, voltamos de ônibus. Sentamos no fundo do ônibus, tranqüilos, torcendo para a doida do pingüim não aparecer novamente. De fato, ela não apareceu, mas de repente, aparece do meu lado uns 4 adolescentes, me atropelando no banco, jogando fantasia, gritando, um desespero. Uma menina sentou na minha frente, apoiada na janela e foi falando o caminho todo sem parar, quase surtei de raiva.
Ufa, chegamos! Pegamos o carro e voltamos para casa!
Devo abrir um grande e último parêntese agora para contar que no desfile oficial a Má achou que eu estava ensaiando para sair na Ala das Baianas, que é um sonho meu também, de tanto que eu rodei na avenida. Mas é porque eu adoro a ala das baianas, acho o máximo a dedicação das senhorinhas, o gosto, a vontade delas, a beleza das roupas e a importância da ala para a escola.
Então, em homenagem a elas e a Má, que também quer sair nessa ala, eu quis tirar uma foto com uma baiana. O Trotta viu uma delas passando, a abordou muito educadamente e pediu se poderia fotografá-la comigo e ela deixou.

E as fotos ficaram ótimas